quinta-feira, 10 de maio de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Preparação corporal para a prática da guitarra elétrica
Preparação corporal para a prática da guitarra elétrica
Tratando especificamente da guitarra elétrica e não simplesmente da
guitarra, o que abriria um grande leque de alternativas em relação aos estudos que
abordam pontos ergonômicos sobre o instrumento dada a automática associação
com o violão, é muito importante fundamentar que este instrumento se desenvolveu
de maneira muito particular no século XX.
guitarra, o que abriria um grande leque de alternativas em relação aos estudos que
abordam pontos ergonômicos sobre o instrumento dada a automática associação
com o violão, é muito importante fundamentar que este instrumento se desenvolveu
de maneira muito particular no século XX.
O violão que é um instrumento relativamente robusto devido ao formato
espesso por toda a borda de seu corpo mantém naturalmente o antebraço direito
ligeiramente alto sob o ponto de visto ergonômico fazendo da guitarra elétrica, uma
ferramenta relativamente “magra” em sua comparação.
Essa “magreza” se deve a necessidade de se buscar maior conforto para a
sua prática. Essa necessidade é pertinente ao próprio desenvolvimento musical do
século passado que passando do jazz até o rock abarcou estilos técnicos
diferenciados principalmente, à padronização dos solos rápidos e fortes como
características musicais e sinônimos de talentos dos executores que se envolviam
com estes estilos.
Apesar dessa característica menos robusta que a guitarra elétrica possui em
relação ao violão, destaca-se também a importância com os cuidados ergonômicos
antes e durante da prática desse instrumento.
Fazer aquecimentos e alongamentos com os braços, as mãos, os dedos e o
próprio corpo certamente são essenciais como atividades preparatórias e devem ser
feitas rotineiramente (GENNARI, 2002).
A partir desta informação deduzimos que deve ser introduzido ao educando
costumes sadios preparatórios pelos próprios professores de música desde o início
de seu aprendizado, pois quanto mais demoramos, mais nos prejudicamos e depois
de décadas de treinamento instrumental pode ser tarde demais.
A guitarra elétrica, diferentemente do violão e mais precisamente do violão
clássico, instrumento a qual tradicionalmente requer por motivos mais estéticos do
que ergonômicos uma postura mais rígida em sua prática, é mais flexível quanto a
postura. Ou seja, para se estudar ou tocar guitarra, espera-se apenas que o
estudante encontre uma postura que lhe proporcione conforto.
Cabe ao professor auxiliar nessa escolha corrigindo tensões atentando a
postura á qual o aluno se encontra. Não se espera que o aluno esteja com a coluna
arcada quando sentado, fato que acontece muito facilmente devido a necessidade
que o aluno encontra de olhar para o braço do instrumento objetivando encontrar as
cordas certas para tocar.
É muito comum também a prática do instrumento em pé com o auxílio de
correias que são presas no instrumento por dois pinos, cada um situado em uma
extremidade lateral do corpo do instrumento. Já para essa postura, aconselha-se
que o educando ajuste a sua correia trazendo o instrumento mais próximo da parte
superior de seu corpo.
Como vemos, a guitarra pode ser apoiada de duas maneiras, em pé ou
sentado e atende à realidade de que a postura correta acaba sendo vista como um
mito (COSTA, 2005) visto que as necessidades podem ser diferentes. Um guitarrista
de rock não deve tocar sentado, assim como um violonista de samba ou um
guitarrista de jazz geralmente busca por tocar sentado.
Resumidamente, espera-se do professor, um cuidado individual e sem
exageros na busca da melhor posição ao aluno se preocupando com o bem estar do
educando e tomando devidos cuidados às imposições estéticas ou ergonômicas que
podem não ser apropriadas à determinada situação.
COSTA, C. P. Contribuições da ergonomia à saúde do músico: Considerações sobre
a dimensão física do fazer musical. Música Hodie, 2005. Disponível em:
abr, 2011.
GENNARI, P. B. A Importância dos Alongamentos. UNESP. Bauru. 2002.
Disponível em:
segunda-feira, 16 de abril de 2012
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Educação Musical na Atualidade
A educação musical na atualidade
A educação musical passou por importantes mudanças no século XX principalmente devido ao nosso desenvolvimento em geral que passou a reconhecer mais do que em qualquer outra época, o comportamento humano a partir de um plano multicultural.
Em outras palavras, a educação musical teve a difícil tarefa de evitar as padronizações técnicas com que vinha sendo desenvolvida. Não cabia mais tanta europeização nas abordagens musicais com os educandos, sendo que estes, viviam um século de profundo conhecimento, de transformação tecnológica e após a segunda grande guerra, também vivenciaram a necessidade de uma humanização na maneira com que se questionava cada vez mais sobre o reconhecimento da diversidade humana.
Obviamente o caminho ainda está sendo percorrido, não está tudo pronto, no Brasil, até os anos 60 e 70, ainda tínhamos a rigidez e a inflexibilidade em aulas que ainda continham um caráter tradicionalista em conservatórios das grandes cidades, hoje ainda em cidades pequenas, temos esse ensino débil e atrasado por parte de professores de piano principalmente que não tiveram os pensamentos voltados para a modernidade, exigindo que os alunos adquirissem uma linguagem e uma cultura que tinha nada a ver com as suas próprias.
Uma geração de cidadãos que vivenciaram profundas mudanças protestando, criando e reorganizando o mundo em um século definitivo para a humanidade também se moldava através do dinamismo de sua cultura, uma geração que ouviu Frank Sinatra, Beatles, Tom Jobim, Elis Regina, entre outros nomes importantes para a música dos meados de 1900, não se contentaria em ter que se sentar com uma posição rígida e apenas tocar algo que não sabia direito quem compôs, para quem, porque, como era a sua realidade...
Por isso, atualmente se discute sobre como a educação musical deve se proceder para contribuir com eficiência ao desenvolvimento humano no século XXI, visto que vivemos em um período de grande imediatismo devido ao fácil acesso as informações principalmente.
Espera-se que um educador musical não se acomode simplesmente na abordagem de um método, de uma apostila, ou pelo contrário, em vias do improviso. Seu planejamento deve ser feito com base nas realidades culturais à qual o seu trabalho foi solicitado, o educador não deve pensar que com apenas uma maneira, um repertório, se consiga atingir todas as classes sócio/culturais, é preciso estar sempre muito atento com o que vai se produzir e não simplesmente entregar um produto pronto.
Diante desse prisma, busca-se em um planejamento eficiente antes de elaborar qualquer tipo de trabalho, uma pesquisa sobre o que será produzido em relação àquela realidade cultural, mas à priori, sabe-se que as vivências musicais antes, ou no máximo ao mesmo tempo das abordagens teóricas, são mais efetivas.
Já no ensino profissional como em aulas de instrumento que são realizadas individualmente, pensa-se que o trabalho deve seguir na mesma direção, ou seja, valorizar o conhecimento prévio do aluno, conhecer e desenvolver as suas habilidades e se o embasamento teórico for abordado de maneira contextualizada, certamente o seu desenvolvimento atenderá a todas as expectativas.
Um ótimo exemplo seria a abordagem dos conceitos técnico/teóricos através da prática musical individual ou coletiva como no caso onde desenvolvi com alunos de guitarra, uma proposta de aula à qual estudaríamos formas de compasso, seções estruturais, e leitura rítmica através da pra´tica de um repertório baseado em temas de rock como Jimi Hendrix, Deep Purple, Iron Maiden, Black Sabbath, Van Halen, entre outros.
Ou ainda, uma aula de acordeon onde o perfil dos alunos é de pessoas que gostam de música sertaneja. Seria muito interessante abordar elementos como os intervalos de terças duetando tônicas em solos que caracterizam o respectivo estilo.
Estes foram exemplos de uma educação musical que atenda as necessidades das mais distintas classes sócio/culturais contribuindo para a compreensão de como a educação musical deve ser tratada no século XXI.
A educação musical passou por importantes mudanças no século XX principalmente devido ao nosso desenvolvimento em geral que passou a reconhecer mais do que em qualquer outra época, o comportamento humano a partir de um plano multicultural.
Em outras palavras, a educação musical teve a difícil tarefa de evitar as padronizações técnicas com que vinha sendo desenvolvida. Não cabia mais tanta europeização nas abordagens musicais com os educandos, sendo que estes, viviam um século de profundo conhecimento, de transformação tecnológica e após a segunda grande guerra, também vivenciaram a necessidade de uma humanização na maneira com que se questionava cada vez mais sobre o reconhecimento da diversidade humana.
Obviamente o caminho ainda está sendo percorrido, não está tudo pronto, no Brasil, até os anos 60 e 70, ainda tínhamos a rigidez e a inflexibilidade em aulas que ainda continham um caráter tradicionalista em conservatórios das grandes cidades, hoje ainda em cidades pequenas, temos esse ensino débil e atrasado por parte de professores de piano principalmente que não tiveram os pensamentos voltados para a modernidade, exigindo que os alunos adquirissem uma linguagem e uma cultura que tinha nada a ver com as suas próprias.
Por quê limitar um repertório didático apenas com obras de alemães e franceses se já tínhamos Carlos Gomes, Villa-lobos, Arrigo Barnabé, entre outros grandes compositores? Por quê, antes de utilizar de práticas efetivas corais ou instrumentais, massacrar os educandos com enormes métodos teóricos que de nada os serviriam naquele momento, fazendo com que muitos desistissem de um aprendizado tão importante quanto o musical?
Uma geração de cidadãos que vivenciaram profundas mudanças protestando, criando e reorganizando o mundo em um século definitivo para a humanidade também se moldava através do dinamismo de sua cultura, uma geração que ouviu Frank Sinatra, Beatles, Tom Jobim, Elis Regina, entre outros nomes importantes para a música dos meados de 1900, não se contentaria em ter que se sentar com uma posição rígida e apenas tocar algo que não sabia direito quem compôs, para quem, porque, como era a sua realidade...
Por isso, atualmente se discute sobre como a educação musical deve se proceder para contribuir com eficiência ao desenvolvimento humano no século XXI, visto que vivemos em um período de grande imediatismo devido ao fácil acesso as informações principalmente.
Espera-se que um educador musical não se acomode simplesmente na abordagem de um método, de uma apostila, ou pelo contrário, em vias do improviso. Seu planejamento deve ser feito com base nas realidades culturais à qual o seu trabalho foi solicitado, o educador não deve pensar que com apenas uma maneira, um repertório, se consiga atingir todas as classes sócio/culturais, é preciso estar sempre muito atento com o que vai se produzir e não simplesmente entregar um produto pronto.
Diante desse prisma, busca-se em um planejamento eficiente antes de elaborar qualquer tipo de trabalho, uma pesquisa sobre o que será produzido em relação àquela realidade cultural, mas à priori, sabe-se que as vivências musicais antes, ou no máximo ao mesmo tempo das abordagens teóricas, são mais efetivas.
Já no ensino profissional como em aulas de instrumento que são realizadas individualmente, pensa-se que o trabalho deve seguir na mesma direção, ou seja, valorizar o conhecimento prévio do aluno, conhecer e desenvolver as suas habilidades e se o embasamento teórico for abordado de maneira contextualizada, certamente o seu desenvolvimento atenderá a todas as expectativas.
Um ótimo exemplo seria a abordagem dos conceitos técnico/teóricos através da prática musical individual ou coletiva como no caso onde desenvolvi com alunos de guitarra, uma proposta de aula à qual estudaríamos formas de compasso, seções estruturais, e leitura rítmica através da pra´tica de um repertório baseado em temas de rock como Jimi Hendrix, Deep Purple, Iron Maiden, Black Sabbath, Van Halen, entre outros.
Certamente esse repertório agradaria os guitarristas que se desenvolveriam de maneira mais que satisfatória dada a motivação que essa dinâmica condiz com a contextualização do material teórico a favor da prática musical.
Ou ainda, uma aula de acordeon onde o perfil dos alunos é de pessoas que gostam de música sertaneja. Seria muito interessante abordar elementos como os intervalos de terças duetando tônicas em solos que caracterizam o respectivo estilo.
Estes foram exemplos de uma educação musical que atenda as necessidades das mais distintas classes sócio/culturais contribuindo para a compreensão de como a educação musical deve ser tratada no século XXI.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Como o trabalho plástico ou visual influencia nos instrumentos musicais e nas situações de ensino-aprendizagem
As características de aprendizagem de abordagem empírica, que são predominantes no desenvolvimento infantil, se consolidam na medida em que a criança seja capaz de fazer o maior número de associações possíveis acerca do assunto estudado.
No caso da música, temos inúmeros trabalhos sugerindo determinadas maneiras de conduzir um planejamento didático, mas percebemos que aquele planejamento que consiste em fazer com que as crianças primeiramente sintam os sons, antes de aprenderem as suas atribuições teóricas como a notação musical, por exemplo, sucedem-se melhor do que os que partem do conceito contrário.
Para isso, temos que nos prover de dinâmicas competentes como a inserção da arte plástica e visual na música, possibilitadas pela “confecção de instrumentos”, por exemplo, que por sua vez tem grande importância dentro deste conceito dada à vasta possibilidade de manuseio e de modelagem de materiais. Tudo isso associado aos sons, que como matérias primas fundamentais da música, merecem certo destaque em relação a ela própria.
Com a confecção de instrumentos, a distinção entre o “fazer som” e o “fazer música”, citados por Anton Walter Smetak (1913-1984) torna-se mais compreensível, pois a exploração sonora que as crianças experimentam, fortalece a capacidade de percepção e compreensão sobre o assunto.
Esta associação é muito importante para neutralizar a padronização de alguns fundamentos musicais que na verdade limitam as possibilidades de criação do ser humano na questão artística. Ou seja, a criança aprende de maneira muito prática, pois ela não enfrentará barreiras impostas por padrões tonais ocidentais na execução dos sons provenientes dos seus instrumentos.
Dentro deste contexto, temos ainda o conceito de “escultura sonora” (soundscape).
Atribui-se ao termo escultura sonora, a arte de manipular ou extrair sons de esculturas produzidas por um determinado artista e tem como um dos seus principais expoentes o músico e filósofo americano Bill Fontana. (Campesato – Iazzeta)
Uma das características desta arte ou gênero musical é a construção da obra relacionada com a construção do seu próprio espaço de existência, o que faz com que a aproxime mais a plasticidade que precisa de locais como galerias de arte e museus do que a arte musical convencional que é executada em salas de concerto. (Campesato – Iazzeta)
Como percebemos, estas artes podem proporcionar grande desenvolvimento para alunos devido à maneira com que elas são produzidas.
O auxílio no desenvolvimento da motricidade e da criatividade das crianças é inquestionável em relação à dinâmica de confecção de instrumentos, assim como a construção de uma visão diferenciada dos sons em relação aos estudantes do passado, proporcionada pela inserção dos conceitos de esculturas sonoras nas aulas de educação musical.
Em relação ao social, devemos considerar também que como os instrumentos musicais industrializados não são muito baratos, a construção de instrumentos auxilia, pois com materiais inutilizados fazem-se novos produtos fortalecendo também a questão da conscientização da reciclagem.
Referências Bibliográficas:
NÉSPOLI, Eduardo. UAB –UFSCar, Construção de Instrumentos para Educação Musical 1: Por que construir instrumentos para a educação musical?. Disponível em: < inpopup="true&id="> Acesso em: 27ago. 2008.
DE CAMPOS, Augusto. Smetak para quem souber. Smetak, tak tak. 1980. Disponível em:Acesso em: 28 ago. 2008.
CAMPESATO, L.; IAZZETA, Fernanda. Som, espaço e tempo na arte sonora. Disponível em: Acesso em: 28 ago. 2008.
No caso da música, temos inúmeros trabalhos sugerindo determinadas maneiras de conduzir um planejamento didático, mas percebemos que aquele planejamento que consiste em fazer com que as crianças primeiramente sintam os sons, antes de aprenderem as suas atribuições teóricas como a notação musical, por exemplo, sucedem-se melhor do que os que partem do conceito contrário.
Para isso, temos que nos prover de dinâmicas competentes como a inserção da arte plástica e visual na música, possibilitadas pela “confecção de instrumentos”, por exemplo, que por sua vez tem grande importância dentro deste conceito dada à vasta possibilidade de manuseio e de modelagem de materiais. Tudo isso associado aos sons, que como matérias primas fundamentais da música, merecem certo destaque em relação a ela própria.
Com a confecção de instrumentos, a distinção entre o “fazer som” e o “fazer música”, citados por Anton Walter Smetak (1913-1984) torna-se mais compreensível, pois a exploração sonora que as crianças experimentam, fortalece a capacidade de percepção e compreensão sobre o assunto.
Esta associação é muito importante para neutralizar a padronização de alguns fundamentos musicais que na verdade limitam as possibilidades de criação do ser humano na questão artística. Ou seja, a criança aprende de maneira muito prática, pois ela não enfrentará barreiras impostas por padrões tonais ocidentais na execução dos sons provenientes dos seus instrumentos.
Dentro deste contexto, temos ainda o conceito de “escultura sonora” (soundscape).
Atribui-se ao termo escultura sonora, a arte de manipular ou extrair sons de esculturas produzidas por um determinado artista e tem como um dos seus principais expoentes o músico e filósofo americano Bill Fontana. (Campesato – Iazzeta)
Uma das características desta arte ou gênero musical é a construção da obra relacionada com a construção do seu próprio espaço de existência, o que faz com que a aproxime mais a plasticidade que precisa de locais como galerias de arte e museus do que a arte musical convencional que é executada em salas de concerto. (Campesato – Iazzeta)
Como percebemos, estas artes podem proporcionar grande desenvolvimento para alunos devido à maneira com que elas são produzidas.
O auxílio no desenvolvimento da motricidade e da criatividade das crianças é inquestionável em relação à dinâmica de confecção de instrumentos, assim como a construção de uma visão diferenciada dos sons em relação aos estudantes do passado, proporcionada pela inserção dos conceitos de esculturas sonoras nas aulas de educação musical.
Em relação ao social, devemos considerar também que como os instrumentos musicais industrializados não são muito baratos, a construção de instrumentos auxilia, pois com materiais inutilizados fazem-se novos produtos fortalecendo também a questão da conscientização da reciclagem.
Referências Bibliográficas:
NÉSPOLI, Eduardo. UAB –UFSCar, Construção de Instrumentos para Educação Musical 1: Por que construir instrumentos para a educação musical?. Disponível em: < inpopup="true&id="> Acesso em: 27ago. 2008.
DE CAMPOS, Augusto. Smetak para quem souber. Smetak, tak tak. 1980. Disponível em:
CAMPESATO, L.; IAZZETA, Fernanda. Som, espaço e tempo na arte sonora. Disponível em:
A importância da música contemporânea para educadores musicais da segunda geração
Sabemos que a educação musical, como uma ciência que se desenvolve conforme os “caminhos” da música e que esta por sua vez, se caracteriza de tempos em tempos de acordo com as “correntes” que denotam os distintos perfis humanos em cada sociedade, deve também ter um papel importante na formação do cidadão contemporâneo. Pois, uma de suas características mais robustas, se dá na questão da criatividade, palavra que descreve da melhor forma possível o homem moderno, que de acordo com uma velocidade "super sônica", se atualiza na busca do pleno desenvolvimento.
A criatividade é a “peça chave” da música contemporânea, sendo assim, da segunda geração de educadores também. De acordo com esta afirmação, percebemos uma ligação muito estreita entre a música e a educação musical, pois, contrariando os educadores de outras épocas, dá-se muito mais importância ao saber, o ouvir, o compreender e o sentir musical do que a leitura de partitura, quando falamos da iniciação musical. Sabemos que no séc.XIX, por exemplo, isso era totalmente impensável.
A música contemporânea proporciona uma democratização ao seu acesso, pois apesar de sabermos que os compositores possuem uma formação sistematizada, fatos como a improvisação, a exploração de sons de distintos tipos de fontes emissoras assim como a confecção de instrumentos, por exemplo, desmistificam a idéia de que só os gênios são capazes de produzir música como víamos até o fim do séc.XIX o que com certeza era contra producente para uma educação musical eficiente.
Nos dias atuais, sentimos uma proximidade da música em si com a educação musical sem precedentes, pois objetivos comuns da educação como, a percepção da coletividade, a concentração e o poder produtivo do individualismo, a capacidade de criação, entre outros, são objetivos muito facilmente alcançados por dinâmicas propiciadas pela absorção dos fazeres da música contemporânea.
A criatividade é a “peça chave” da música contemporânea, sendo assim, da segunda geração de educadores também. De acordo com esta afirmação, percebemos uma ligação muito estreita entre a música e a educação musical, pois, contrariando os educadores de outras épocas, dá-se muito mais importância ao saber, o ouvir, o compreender e o sentir musical do que a leitura de partitura, quando falamos da iniciação musical. Sabemos que no séc.XIX, por exemplo, isso era totalmente impensável.
A música contemporânea proporciona uma democratização ao seu acesso, pois apesar de sabermos que os compositores possuem uma formação sistematizada, fatos como a improvisação, a exploração de sons de distintos tipos de fontes emissoras assim como a confecção de instrumentos, por exemplo, desmistificam a idéia de que só os gênios são capazes de produzir música como víamos até o fim do séc.XIX o que com certeza era contra producente para uma educação musical eficiente.
Nos dias atuais, sentimos uma proximidade da música em si com a educação musical sem precedentes, pois objetivos comuns da educação como, a percepção da coletividade, a concentração e o poder produtivo do individualismo, a capacidade de criação, entre outros, são objetivos muito facilmente alcançados por dinâmicas propiciadas pela absorção dos fazeres da música contemporânea.
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